Projeto de Musicalização Penitenciária Feminina do Carandiru
Detentas de penitenciária têm dia de celebridade em SP
Mulheres fizeram apresentações de dança e teatro na Zona Norte.
Voluntárias ressaltam papel da arte na reintegração das presas.
Voluntárias ressaltam papel da arte na reintegração das presas.
O dia 17 de dezembro ficará marcado na lembrança de detentas da Penitenciária Feminina da Capital, na Zona Norte de São Paulo. Nesta quinta-feira, em um teatro improvisado numa capela da unidade, essas mulheres puderam mostrar seus talentos artísticos em apresentações de teatro e música.
Resultado de mais de um ano de trabalho, os espetáculos são fruto de projetos sociais distintos implantados por voluntárias. Responsável pela parte musical, a professora Mônica Jurado, de 47 anos, enfrentou dificuldades para juntar o grupo de 17 presas que encheram de alegria uma plateia formada por cerca de 50 funcionários, amigos e outras detentas. "É grande o fluxo de alunas. Muitas vão para o [regime] semi-aberto e outras desistem no meio do curso", disse.
Antes de entrar em cena, cada reeducanda (como também são chamadas as internas) foi maquiada e trocou o tradicional uniforme da penitenciária -composto por uma camiseta branca e uma calça laranja- por figurino próprio. Com tudo pronto, as luzes do "teatro" foram acesas e as "estrelas" puderam mostrar seu brilho.
Antes de entrar em cena, cada reeducanda (como também são chamadas as internas) foi maquiada e trocou o tradicional uniforme da penitenciária -composto por uma camiseta branca e uma calça laranja- por figurino próprio. Com tudo pronto, as luzes do "teatro" foram acesas e as "estrelas" puderam mostrar seu brilho.
Com jinga no pé e voz afinada, as jovens iniciaram suas apresentações dançando e cantando. Entre rodas de capoeira, corais, canções de liberdade e luta, uma jovem sul-africana chamou a atenção dos expectadores. Cantora profissional, Melanie Lloyd, de 24 anos, emocionou suas colegas com uma música de sua autoria: "Painful Love" (amor doloroso, em tradução livre). "Escrevi essa letra na minha cela, em uma época difícil de minha vida", afirmou a jovem.
Sem comentários:
Enviar um comentário