Poemas


Oh heart

oh heart-I'm scared of you-oh heart
oh heart-I'm sacred of you- oh heart

because you directed me right and wrong way
Iwant to run away of you
but I can't,but I can't,but I can't
coz'you live in me -oh heart

you told me to leave my good life
and you told me to follow the bad life
oh heart-I'm scared of you-oh heart
that is why I am here today
because of you-oh heart

música composta por Ivy Zungu, Africa do Sul, parte do espetáculo 2010

*****

cores

hoje jurei fingir que te esqueci
que cor será que tem o esquecimento?
será que tem aquela cor que já vi
tantas vezes sepultando em minha mente
uma cova de cores gris de sofrimento?

a vida é de uma só cor
a cor do arco iris numa bola de cristal
mas juro que no colo desta dor
que sinto agora no meu peito
não vejo mais cores ao meu redor

agora tudo é sem cor e sem jeito
as flores deitadas no chão, mortas, gris
e mesmo aquele poema que por voce eu fiz
não tem mais perfume de amor

que coisa triste ver até o tempo
que num relógio devagar desliza
que para mim é de uma cor cinza

poema de Sandra Iraida, romena, parte  do espetáculo 2010


*****

túmulo de dor

o vento marca o silêncio
que sepulta em mim ó tumulo de dor;
em seu doce pranto há tristeza
por um perdido amor...

se cala o silêncio amargo
dos século que vivi sem ti
pois morro no túmulo de dor
que o vento sepultou em mim...

agora, minha alma morta
se deita no seu tumulo de dor
morreu hoje depois de tanto esperar
morreu por um perdido amor

poema de Sandra Iraida, romena



*****

Quando uma mão toca outra mão
Quando uma vida toca outra vida,
Não há nada mais importante,
As Almas estão em movimento.

Nosso corpo é, pequeno
Frágil, nossa Alma,
Apertada aqui dentro.

Mas então nós dançamos
Cantamos, nos tornamos nuvens:
Num corpo pequeno
Mas sem paredes
sentindo o céu imenso dentro e ao redor.

Nessa dança, esse canto, nesse céu
Quando eu choro as lágrimas que voces choram
Quando eu amo quando vocês amam
Quando a beleza que está em vocês é a beleza de tudo
Quando somos uma só vida
São nossa almas em movimento.

E então agradeço, pois dentre todas as coisas
É neste movimento
É nesta dança
Que a vida é vida
Que a alma é alma.

poema de Iaiá Monteiro, professora de flauta, no projeto desde maio/2009
na foto junto com Marina Dias que participa da equipe de apoio dos espetáculos

*****


Mas que nada
( Paródia de “Mas que nada” – The Black Eyed Peas )

          Ooouuu Aria raiô      Oba Oba Oba
          Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba

Mas que nada,
Toda a minha dor ficou lá atrás
Nesse recomeço posso ser mais
Não desistirei de um sonho jamais
Quer mais amiga? Vou supera-la
Me metia em cada roubada
Meu lado ruim ficou na estrada
Sigo em Paz nessa caminhada (Sou linda meu beem)

E é sério
Amor de mentira não mais venero
Me largou naquele frio de inverno
Mas na primavera eu prospero (Sou uma flor meu beem)

Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba
Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba

Não me venha com esse papo de : -Diz que me ama
Não acredito, você foi sacana
Queria nada, só sabia de cama
Me engravidou e me deixou na lama
Desesperada como um filme de drama
Desempregada precisava de grana
Eu só queria que eu fosse sua dama mas,
nenhuma carta quando estava em cana

E é sério
Amor de mentira não mais venero
Me largou naquele frio de inverno
Mas na primavera eu prospero (Sou uma flor meu beem)

Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba
Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba

Há, Há, Há, mais um dia que começa
Respiro a mudança, a parada é essa
Cheia de surpresas, a vida prega peças
Eu me amo e é o isso que interessa!
Superando os problemas é que agente cresce
Trabalhando duro a vitória acontece
Se não acredita em mim, vê se me esquece
Mereço uma chance, quem não merece?

Mas que nada,
Sai da minha frente que eu quero passar
Pois o samba está animado
E eu quero é sambar
Esse samba tem misto de Maracatu
Samba de Preto Velho, samba de Preto (tu)

Mas que nada
A guerreira está renovada
Eu posso ser alguém
Melhor pra mim mesma

Papara papa, Papara papa, Papara papa, Papara Papa

Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba
Ooouuu Aria raiô   Oba Oba Oba              
Lalalalalá.

 Fabio Boca, rapper, que fez este poema para o espetáculo 2011  

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